Instruções para criação de novos conectores
Nesta página, é possível obter informações sobre a arquitetura dos conectores e o processo de criação de conectores para outros sistemas de informação clínica.
Considerações sobre a Arquitetura de Conectores
Um conector é um agente de software autônomo, que se conecta a uma fonte de dados (sistema de informação clínica, tipicamente um PEP), extrai dados de forma controlada, transforma os dados extraídos nos formatos suportados pela IPES e envia os dados para a plataforma.
Essencialmente, há três processos de extração de dados:
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Dados cadastrais de pacientes → dados extraídos são convertido para o formato IHE PIXv3 (PIX Feed) e são usados para cadastrar pacientes na plataforma.
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Dados cadastrais de profissionais de saúde → dados extraídos são convertidos para o formato IHE PIXv3 (PIX Feed) e são usados para cadastrar profissionais de saúde na plataforma.
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Dados clínicos → Dados clínicos são convertidos para o formato OpenEHR TDD/DCM (detailed clinical model), especificados conforme o tipo de modelo de informação (atualmente são suportados Resumo de Atendimento Clínico - RAC, Sumário de Alta - SA, Coleta de Dados Simplificada - CDS, Resultado de Exames (vírus respiratórios), Notificação de Doenças Infecciosas - COVID19). Os dados no formato TDD são enviados para a plataforma usando o padrão IHE MHD.
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Os conectores são construídos com uma arquitetura especialmente projetada para permitir reuso e extensão do software. Em especial, são usadas as seguintes técnicas:
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Fachadas para extração de dados (fonte em banco de dados): a extração de dados do sistema origem com origem em um banco de dados relacional é realizada através da execução de um conjunto de instruções SQL (select) através de uma conexão JDBC. As instruções SQL são definidas em arquivos (.sql) separados do código fonte do conector, que são incluídos, em tempo de execução. A extração de dados é realizada com base em um Modelo de Informação Simplificado.
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Esse recurso permite estender o conector para funcionar com outros sistemas de informação clínica. Neste caso, é necessário definir quais as extrações serão tratadas (paciente, profissional, dados clínicos) e, no caso de haver dados clínicos, quais os modelos de informação simplificados alvos.
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Fachadas para transformação de dados: Os dados extraídos em um Modelo de Informação Simplificado são transformados no formato DCM correspondente usando uma transformação XSLT. Cada modelo de informação suportado deve definir uma XSLT. As XSLTs são definidas em arquivos (.xsl) separados do código fonte do conector, que são incluídos em tempo de execução.
Esse recurso permite estender o conector para funcionar com diferentes tipos de dados clínicos (DCMs).
Na seção Extração de dados PEP, são apresentados os links para as páginas específicas com os modelos de informação e outros detalhes necessários a extração de dados de sistemas externos.